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30 de jun de 2010

Grupos Áulicos .

O trabalho em sala de aula , independente do ano em que a turma esteja, exige múltiplas abordagens por parte do educador, e a interação dos alunos aparece como fator de desequilíbrio positivo ou negativo rumo a construção de aprendizagens significativas.

Fazer uma turma estar conectada no aprender e ensinar na escola pública é um desafio constante pois nossa geração de crianças  vem crescendo sem referências de limites e sem esperança , moldando  seu próprio destino sem rumo certo...

A violência que perpassa a vida de nossas crianças se mostra cada vez mais de forma assustadora na escola, aparecendo em gestos e falas que simbolizam um dos pontos de maior entrave na aprendizagem, ou seja,  o aspecto desejante , aquele que nos faz correr atrás de nossos sonhos e buscar  nossas incompletudes.

Onde está o desejo e a alegria de aprender?????

Nossas crianças trazem na bagagem a "desesperança", termo muito usado pelo nosso mestre querido Paulo Freire, que ensinou a boniteza de ser educador , acreditando no poder transformador da educação. Falar de esperança não basta para mudar a realidade mas é preciso resgatar o poder desejante de querer saber, de ser capaz de avançar apesar das pedras no caminho.

Em muitos momentos  na sala de aula  as emoções explodem a todo instante, tudo  muito rápido e intenso, e nesse meio está o professor, querendo dialogar com uma geração que está ligada no piloto automático, agindo por impulso, sem pensar nas consequências de suas atitudes ...

Aí entra o trabalho do grupo áulico que, acolhendo as diferenças ,certamente contribui de forma positiva para mudar esse quadro , fazendo  da sala de aula um espaço de aprendizagens verdadeiras onde o principal a ensinar é o respeito ao ser humano , o resgate da autoestima , da cidadania como direito de todos à educação de qualidade .

Os grupos áulicos  através da sua dinâmica conseguem  dividir responsabilidades entre cada aluno,  fortalecendo a turma enquanto grupo de aprendentes,valorizando a importância das trocas sociais para o crescimento de todos.

Todo ano é um desafio novo, e o trabalho com grupos áulicos tem possibilitado algumas mudanças de atitudes em nós educadores e principalmente nos alunos, que percebem um novo espaço de saberes e de convivências nem sempre fraternas, mas necessárias ao crescimento e avanço da turma, onde o saber/ fazer ocupa um lugar de destaque, e está sendo construído dia a dia.

Nossa luta é sempre um recomeço...mas vale a pena investir...





Um comentário:

Rita de Cássia disse...

Oi, Mari!

Depois de ''tricotarmos'' na assessoria, passo aqui para te deixar um abraço.
Ah! Não consegui achar o blog da Gilce, se achares me envie o endereço, por favor!